terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Polêmica em Borrazópolis

A área de lazer sonhada pelo saudoso ex-prefeito "Licas"que recebeu a denominação de "Calçadão" vira local de vandalismo e ponto e uso de Drogas.



Construído e idealizado pelo ex-prefeito Idelfonso Senna Filho, popular “Licas”, o Calçadão da cidade de Borrazópolis que fica na Avenida Brasil, região das Escolas: Humberto de Alencar Castelo Branco e Colégio Jose da Anchieta, hoje serve mais como ponto de vandalismo do que de lazer. Em verdadeiro estado de abandono, as famosas Barraquinhas que no passado abrigavam Estabelecimentos de Vendas de Lanches e Bancas de Revistas, hoje servem apenas com locais de esconderijos para indivíduos que praticam atos de vandalismos até crimes mais graves como uso e quem sabe até tráfico de drogas.
Em meio ao descaso, o antigo comerciante do local, senhor Ângelo Espósito, quando questionado se diz apaixonado pelo seu ponto de venda, que ele mantém até hoje, mesmo depois de também ter sido vítima de arrombadores e vândalos. No início do Calçadão, para quem desce a Avenida Brasil, ainda é possível encontrar uma Banca de venda de revistas, jornais, livros e outros artigos, ou seja, do lado de dentro da tal Banca, uma comerciante que matem vivo o amor pela leitura e automaticamente incentivando a cultura, mas nem sempre é isso que ocorre quando cai a noite no Calçadão. Um morador que não quis se identificar, disse que toda campanha eleitoral, a revitalização do Calçadão é uma proposta que não falta nos planos de Governo dos candidatos, mas depois que ocorre o pleito, o que de mais tem ocorrido é a pintura do tronco das árvores como se ela encobrisse o clima de insegurança existente no local. Outro morador que trabalha como autônomo, disse que depois das 10 horas da noite, adolescente e outros, descem da praça chutando tudo o que vêem pela frente, e se alguém sair das casas para protestar ainda corre o risco de ser agredido. Para ele, o correto seria a presença diária de um guarda para tomar conta do local. Nesta segunda-feira, 12, um comerciante registrou queixa na delegacia, pelas informações ele teve o estabelecimento arrombando e mercadorias foram levadas. Há cerca de 15 dias, a casa do morador Marcelo Mendes, que faz praticamente fundos com o Calçadão, foi arrombada, e quando a esposa dele chegava na residência, os bandidos fugiram, provavelmente saindo pelo Calçadão, cinco dias depois uma outra casa da região estava sendo arrombada, mas a ação da Polícia e moradores impediu que o fato ocorresse. Uma pessoa chegou a ser identificada como invasora. O desleixo chega a tanto, que andar pela manhã no Calçadão, é comum encontrar sujeira de pessoas que até fazem necessidades fisiológica no local durante a noite. Um membro do Conselho Tutelar denunciou no ano passado, que no local a Maconha corre solta, mas é difícil combater os infratores, e talvez fosse necessária uma ação mais rigorosa com blitz, rondas e outros, mas para isso será preciso o envolvimento de todos, desde o poder legislativo, até executivo, Destacamento da PM, Conselho Tutelar e sociedade civil não governamental. Enquanto esse engajamento não acontece, moradores continuam vivendo o clima de insegurança que toma conta do local.

(Ronaldo Alves Senes "Berimbau")

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