Sou assíduo ouvinte de rádio. Ouço pelos menos umas 30 emissoras por dia, quer seja da região, de qualquer parte do Brasil e do mundo. Apesar de a internet nos proporcionar isso, gosto mesmo do meu velho Semp valvulado, quatro faixas. Sintonizo muitas emissoras à noite e pela manhã. E o que vejo, principalmente em nossa região (salvo poucas exceções), é a falta de qualidade na programação. A maioria das rádios mantém-se focadas nas ocorrências policiais e no oficialismo. Dias desses, até brinquei com um colega, se acabassem as ocorrências políciais, muitas rádios teriam de fechar as portas.
É uma pena porque o rádio tem amplo campo a explorar. Mas, para isso, é preciso investir em bons profissionais. Gente que conhece, sabe o que fala no ar e tem capacidade para organizar uma boa programação. Dias desses, um dono de rádio me convidou a visitar sua emissora. Lá, fui. E ele me apresentou os estúdios com aparelhagem nova, quase tudo perfeito, mas me perguntei: e os profissionais? Só máquina não resolve. Infelizmente, é isso que acontece no meio radiofônico nessa grande região que se estende de Londrina até Umuarama.
Donizete Oliveira, jornalista e professor em Maringá
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