segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Rebelião na cadeia de Ivaiporã é controlada depois de 6 horas

Foi necessária a intervenção do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Londrina, para o controle dos presos que superlotam a cadeia pública de Ivaiporã, e promoveram uma rebelião, que se iniciou por volta das 20h00 do domingo, dia 29 de agosto e só foi controlada às 2h30 horas da madrugada do dia 30. O motim teve início após uma tentativa frustrada de fuga. Neste momento, os presos começaram a destruir as celas e instalações internas. Grades foram arrancadas de batentes de portas, que ficaram avariados. O delegado de Polícia Civil, Antonio Silvio Cardoso, e o comandante da 2ª Cia da PM de Ivaiporã, Capitão José Francisco Cardoso, tentaram por várias horas negociar com os rebeldes, que exigiam a presença da imprensa e dos representantes da Justiça e do Ministério Público, chamando a atenção para a situação de superlotação. O espaço, que tem capacidade máxima para 40 pessoas, conta, atualmente, com quase 170 detentos, sendo que muitos deles já poderiam ser transferidos para o Sistema Penitenciário. O delegado explicou que durante a semana foi feito um cadastramento de todos os presos, para averiguar a situação carcerária de cada um, e tomar algumas medidas para desinchar a cadeia. Após várias tentativas de acordo, foi solicitada a presença de uma equipe da ROTAM, do 10º Batalhão da PM de Apucarana, e outra da equipe do Choque de Londrina. Para dificultar a entrada dos policiais dentro da cadeia, os presos fizeram uma barricada na porta principal, utilizando colchões, grades retiradas das portas, batentes de aço e pedaços de madeira. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada, para cortar parte das ferragens que impedia esse acesso. Foi necessária a utilização de balas de borracha e bombas de efeito moral, para conter o motim. No entanto, assim que a equipe do Choque conseguiu ingressar no presídio, rapidamente os presos foram levados ao solário e contidos pelos policiais. Pelo menos dois deles, que foram feitos refém pelos demais, ficaram feridos e tiveram que ser encaminhados para atendimento médico. Na avaliação do delegado, apesar da situação, o mais importante é que não houve fuga, que poderia colocar a população de Ivaiporã em uma situação de insegurança. No entanto, com a destruição das celas, os presos terão que ser transferidos, até que elas possam ser reconstruídas. Inicialmente alguns seriam levados para cadeias de outros municípios da comarca ou dentro da área da subdivisão de Apucarana. Durante toda a manhã, a polícia está mobilizada para que essa situação seja resolvida.

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