quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

BEBE MORRE NO HOSPITAL DA PROVIDÊNCIA EM APUCARANA

PAI DO RECÉM NASCIDO ACUSA O HOSPITAL DE SER O CULPADO DA MORTE DA CRIANÇA
A Polícia Civil de Apucarana instaurou inquérito para apurar a morte de um bebê durante o parto no Hospital da Providência Materno Infantil na semana passada. A denúncia é do pai da criança, Paulo Roberto de Moraes, 29 anos, que sustenta que perdeu a filha por conta de falhas no procedimento. A esposa de Moraes, a operadora de caixa Adaiane Moraes, 24 anos, entrou em trabalho de parto no último dia 24. Ela deu entrada no hospital às 9h30 e foi submetida a uma cesariana de emergência por volta das 21 horas. A criança nasceu morta e a mãe teve o útero e a bexiga rompidos, tendo que ser transferida, em estado grave, para a UTI. Ela recebeu alta no último sábado. A pedido da família, o corpo da menina, que estava na 39ª semana de gestação, foi submetido a autopsia no Instituto Médico Legal. O laudo deve ficar pronto em 30 dias. A família já registrou queixa na Ouvidoria da 16 Regional de Saúde e deve levar o caso também ao Ministério Público. “Isto é falta de respeito com o ser humano. Forçaram demais para que minha esposa tivesse parto natural. Isto provocou a hemorragia. Além do que não me informavam nada o que estava acontecendo”, reclama Paulo Moraes. O procedimento todo, até o momento crítico, teria demorado cerca de 12 horas. “Internei às 9h30. O médico de plantão aplicou o soro com medicamento para induzir a dilatação e o parto. Fiquei num quarto com mais quatro gestantes, também em trabalho de parto”, relata a operadora de caixa Adaiane. Para induzir o parto ela, foi orientada a andar no corredor; subir e descer escadas, entre outros exercícios. Contudo, ela não tinha dilatação suficiente para o parto. “Às 17 horas eu já sofria demais. Me levaram de maca para tomar uma anestesia. Pensei que iriam fazer a cesárea. Até o anestesista comentou com as enfermeiras que deveriam fazer a cirurgia, já que meu primeiro filho (há 4 anos) nasceu de cesárea. Anestesiada me levaram de volta para o trabalho de parto”, detalha a mulher. De acordo com ela, por volta das 19 horas ocorreu a troca de plantonistas. O médico que a acompanhou durante o dia foi embora e uma médica assumiu o plantão e passou a atender as gestantes. Por volta das 20h30, Adaiane começou a passar mal, apresentando vômitos e forte sangramento. Ela foi levada em seguida ao centro cirúrgico, mas o bebê não foi salvo. Além da plantonista, um segundo médico foi chamado para participar da cirurgia. Com TN News.

1 comentários:

Silvio disse...

O hospital da "providência" (divina?) já é um velho conhecido meu, embora eu prefira não discutir isso agora, mas um dia desses alguém tem que tomar uma PROVIDÊNCIA e fecha-lo. Casos como esse já estão ficando recorrentes...